Para quem exagerou na comida e na bebida no fim do ano, o primeiro passo é não ter pressa em emagrecer. Veja um cardápio com sugestões para quem quer perder peso.
A primeira compra do ano é bem magrinha. Depois das festas, aquela gordurinha que todo mundo tem para perder aumentou. Assim, fazer dieta é a mais comum das promessas de Ano Novo.
O médico Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo dá algumas dicas para quem está nessa situação.
Segundo Fisberg, sem exagero, até sobremesa pode. “Procure os doces com menos teor de gordura e use o bom senso na quantidade”, ensina o nutrólogo. “Se você tomar dez sorvetes por dia, não tem exercício que dê conta”.
Segundo Fisberg, se você decidiu que vai comer doce, é melhor que seja logo depois de uma refeição, porque ajuda no metabolismo. Os chocolates mais escuros, como o meio amargo, têm menos gordura. Se for tomar sorvete, prefira os de frutas.
Como prato principal, nada contra as massas; o problema está no molho e no recheio. Molhos bolonhesa e sugo são os mais magros. Como recheio, o melhor é queijo branco, carne ou vegetais. “Os acompanhamentos, como presunto ou bacon, também pode aumentar muito o valor calórico”, diz Fisberg.
A bebida pode ser refrigerante diet ou light, também sem exagero. Quanto às bebidas alcóolicas, a que tem menos calorias é o vinho e, depois, a cerveja. Destilados, como uísque e cachaça, engordam mais.
Doutor Mauro avisa: mesmo de dieta, é preciso fazer três refeições por dia e mais dois ou três lanches leves. Pular uma refeição não ajuda a emagrecer. “Se você faz restrições intensas de proteínas, açúcares e carboidratos, isso acaba desequilibrando nossa alimentação ao longo prazo”, explica. “Isso significa que, no futuro, pode haver alterações metabólicas e o “efeito rebote”: o ganho de peso mais rapidamente, depois de um longo período de restrição”.
A Comissão Pró-SUS vai recomeçar a mobilização por melhores condições de trabalho e remuneração no SUS já na primeira semana do ano. Nesta sexta-feira (09), será realizado o primeiro encontro de 2009. A reunião extraordinária vai ser em Salvador (BA), após a participação dos membros da Pró-SUS no II Fórum do Nordeste de Entidades Médicas. A Comissão definiu a data para início das atividades, no último encontro de 2008, no dia 18 de dezembro.
Na abertura da reunião, os membros da Pró-SUS prestaram homenagem ao conselheiro pelo Rio Grande do Sul, Marco Antônio Becker, antigo membro da Comissão, morto no dia 4. O coordenador da Pró-SUS, Geraldo Guedes, leu trechos da ata da última reunião da Comissão que contou com a participação do conselheiro, quando Dr. Becker se manifestou a respeito da mobilização nacional. “Os médicos estão desamparados e impotentes”, disse Becker no texto, que sugere ainda movimentos de greve e confronto. Segundo o coordenador Geraldo Guedes, “a frase resume nossa agenda política em 2009”. Os membros da Comissão fizeram ainda um minuto de silêncio em memória do conselheiro gaúcho e depois definiram a estratégia política da Pró-SUS para 2009.
Estratégia - O coordenador da Pró-SUS explica qual será o foco das ações da Comissão, para o próximo ano: “serão adotadas as bandeiras do Enem 2007 como diretriz política, entre elas a pressão para implantação da CBHPM no SUS, salário mínimo dos médicos e pela implantação de PCCS e da carreira de Estado”, declara Geraldo Guedes.
Na reunião, a Comissão também debateu a minuta do Projeto de Lei 3734/2008, que trata sobre o salário mínimo de médico e dentista. O relatório do Deputado Mauro Nazif (PSB-RO) sobre a proposta será apresentado à Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados no início da sessão legislativa do Congresso, do próximo ano.
Outros temas foram as portarias do Ministério da Saúde a respeito da solicitação de procedimentos médicos por especialistas, com base na CBO (Classificação Brasileira de Ocupações). As conclusões e orientações da Comissão sobre o tema serão encaminhadas aos médicos brasileiros.
Por:Ana Isabel de Aquino em:5/1/2009 - Seção:Geral - CFM
Dormir uma hora a mais por dia reduz risco de problemas cardíacos
Resultado veio de americanos que dormiam média de seis horas.
Pesquisadores ainda não têm certeza sobre relação causa-efeito.
Mais uma razão para se ter uma boa noite de sono: dormir uma hora a mais por noite pode ajudar a controlar a calcificação da artéria coronária, um dos principais fatores de risco para doenças do coração.
O efeito, relatado na edição de 1º de dezembro da revista médica "The Journal of the American Medical Association", foi tão forte que os pesquisadores concluíram que uma hora a mais de sono era o equivalente a baixar a pressão sanguínea sistólica de 136 a 120.
“Mesmo sendo uma descoberta intrigante, este estudo por si só não estabelece uma relação causal”, disse Diane Lauderdale, autora e professora-associada de epidemiologia na Universidade de Chicago. “Pode existir algum outro fator que influencie o quanto as pessoas dormem e influencie a calcificação independentemente.”
Os cientistas acompanharam por cinco anos 495 homens e mulheres saudáveis, com idades entre 35 e 47 anos, medindo seus padrões de sono com dispositivos eletrônicos de monitoramento e examinando suas artérias com leituras de tomografia computadorizada.
No geral, o grupo teve a média de 6,1 horas de sono por noite. Mas, após controlar idade, pressão sanguínea, colesterol e outros fatores, aqueles com uma hora de sono a mais todas as noites reduziram seu risco de calcificação em cerca de um terço.
Mulheres expostas ao tabagismo passivo na infância ou na idade adulta têm mais risco de sofrer abortos espontâneos
Pesquisa concluiu que 40% das mulheres expostas à fumaça por 6 horas ou mais por dia tiveram dificuldade de engravidar ou abortaram
Mulheres expostas ao fumo passivo na infância ou na vida adulta têm mais chances de enfrentar dificuldades para engravidar ou de sofrer abortos espontâneos, revela um estudo da Universidade de Rochester (EUA), publicado na revista "Tobacco Control". É a maior pesquisa já feita a mostrar essa associação.
Na análise, que envolveu 4.800 mulheres não-fumantes atendidas no Roswell Park Cancer Institute, os pesquisadores constataram que 40% daquelas que eram expostas à fumaça do cigarro por seis horas ou mais por dia tiveram dificuldade para engravidar ou sofreram abortos espontâneos.
Mulheres expostas ao cigarro na infância tiveram 1,27 vez mais chances de ter problemas com a gravidez. Já entre as que conviveram com fumantes na vida adulta o risco foi 1,3 vez maior. A comparação em ambos os casos foi feita em relação a mulheres que viveram em ambientes livres de cigarro.
No estudo, 4 em 5 mulheres disseram terem sido expostas à fumaça em algum momento da vida, com metade delas tendo crescido em uma casa com pais fumantes. Em relação aos abortos, 12,4% relataram múltiplos abortos espontâneos.
Segundo Luke Peppone, um dos autores do estudo, o cigarro contém toxinas que, supostamente, podem danificar o material genético das células reprodutivas- inibindo a fertilização- e aumentar o risco de aborto espontâneo por influir na produção de hormônios necessários ao desenvolvimento da gravidez.
No entanto, Peppone alerta que não há confirmação científica de como o fumo passivo afeta o organismo da mulher. "É preciso cautela na interpretação dos resultados porque, até a presente data, não conseguimos concluir a causalidade [a relação causa e efeito do fumo passivo e fertilidade]."
Para o ginecologista Rui Ferriani, professor da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto e vice-presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), a pesquisa americana comprova o que os médicos já suspeitavam. "Está muito bem documentado que o fumo prejudica a qualidade dos óvulos e dos espermatozoides. A gente imaginava que o fumo passivo também pudesse ser prejudicial à fertilidade. Agora, está comprovado."
Segundo ele, os ginecologistas devem informar às pacientes que desejam engravidar sobre os riscos do cigarro -pode levar à menopausa precoce, por exemplo- e do uso de drogas, mas ele acredita que uma campanha de saúde pública sobre os fatores que podem levar à infertilidade seria mais eficaz. "Tem mais impacto do que falar individualmente", afirma.
O ginecologista Renato Kalil, do Hospital e Maternidade São Luiz, também avalia que é difícil convencer o casal, especialmente o homem, a deixar de fumar sob o argumento de que o vício pode dificultar a gravidez. "Na hora, ele cita vários amigos fumantes que engravidaram suas mulheres sem problema. Fica difícil argumentar."
Segundo Kalil, até por falta de mais evidências científicas sobre os males do fumo passivo na reprodução, não é prática dos médicos alertar os casais nesse sentido.
O urologista Edson Borges, especialista em reprodução humana, concorda. "Eu não pergunto à mulher [que está tentando engravidar] se ela frequenta ambientes com cigarro. É muito difícil estabelecer essa relação [fumo passivo e dificuldade de gravidez]. Precisaria saber, por exemplo, a que quantidades de substâncias tóxicas ela está exposta." Borges argumenta que há muitas variáveis relacionadas à infertilidade e aos abortos recorrentes e acredita que faltam mais evidências científicas sobre os efeitos do fumo passivo na fertilidade.
Colaboraram RACHEL BOTELHO, da Reportagem Local, e DESIREÊ ANTÔNIO
Frases
"É preciso cautela na interpretação dos resultados porque, até a presente data, não conseguimos concluir a causalidade [a relação causa e efeito do fumo passivo e fertilidade]"
LUKE PEPPONE - professor da Universidade de Rochester
"A gente imaginava que o fumo passivo também pudesse ser prejudicial à fertilidade. Agora, está comprovado"
RUI FERRIANI - vice-presidente da Sogesp
Por:imprensa em:5/1/2009 - Jornal:Folha de São Paulo - SAÚDE - CLÁUDIA COLLUCCI - DA REPORTAGEM LOCAL
De acordo com pesquisa feita em UTIs da Holanda, medida pode beneficiar pacientes em situação grave
Administrar antibióticos a pacientes internados em UTIs como medida preventiva pode salvar muitas vidas e supera os riscos de a pessoa desenvolver resistência ao medicamento, concluiu um estudo holandês publicado no "New England Journal of Medicine".
Os pesquisadores acompanharam 6.000 pessoas em situação crítica que ficaram em unidades de cuidados intensivos por ao menos dois dias, sob ventilação mecânica, em 13 hospitais holandeses. Voluntários que imediatamente tomaram antibióticos por via oral tiveram probabilidade 11% menor de morrer, e os que receberam uma combinação de medicamentos por vias oral e intravenosa correram 13% menos riscos que pessoas que não receberam essas drogas.
No Brasil, médicos têm opiniões diferentes sobre a descoberta. Para Ederlon Rezende, membro da diretoria da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a pesquisa é uma das mais relevantes já feitas sobre o tema e pode causar grande impacto sobre o modo como é feita a descontaminação dos pacientes que vão para a UTI. "Estes resultados deverão ser discutidos nos próximos congressos da especialidade a fim de estimularmos esta conduta para a grande maioria dos pacientes."
Já a supervisora da UTI de doenças infecciosas do Hospital das Clínicas de São Paulo, Ho Yeh Li, acredita que, aparentemente, essas conclusões não são válidas no Brasil, onde o perfil das bactérias é diferente do daquelas encontradas no hemisfério Norte. "Primeiro, temos que melhorar os recursos básicos das UTIs e depois fazer um estudo para ver se é possível aplicar essa medida no Brasil", diz.
Na pesquisa holandesa, o número de infecções por bactérias resistentes a antibióticos não sofreu elevação entre as pessoas que estavam usando os remédios. "Podemos afirmar que, nos pacientes de maior gravidade, o surgimento de bactérias resistentes não é expressivo e é suplantado pelos benefícios de melhor controle das infecções que surgem na UTI e pela redução do risco de morte", afirma Rezende.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, infecções hospitalares estão entre as principais causas de morte.
Por:imprensa em:5/1/2009 - Jornal:Folha de São Paulo - SAÚDE - RACHEL BOTELHO
DA REPORTAGEM LOCAL - DESIREÊ ANTÔNIO - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Diplomas cubanos
Sou médico especialista no Brasil, com mestrado e doutorado realizados em universidades brasileiras. Para poder exercer a medicina em Boston, no Estados Unidos, em nível de pós-doutorado, tive de ser aprovado em três etapas de provas num total de 730 questões. Em Portugal, onde também trabalhei como médico especialista, pude conviver com alguns médicos cubanos e constatar a formação enviesada, de pior qualidade do que a nossa formação profissional, e fortemente ideologizada pelo regime político vigente em Cuba. Boa formação médica resulta da combinação de boa formação técnica mais atitudes morais e éticas elevadas. Ser médico não pode estar vinculado a conchavos políticos de qualquer espécie.
Age corretamente o Conselho Federal de Medicina Brasileiro ao exigir rigorosas avaliações técnicas para a validação do diploma dos médicos cubanos no Brasil.
JOSÉ MARIO FRANCO DE OLIVEIRA (por e-mail, 2/1), Rio
Por:imprensa em:5/1/2009 - Jornal:O Globo - OPINIÃO
CARTAS DOS LEITORES