Na estrada que liga a cidade de Luis Correia-PI às praias do Coqueiro e Atalaia durante os dias de reveillon foi alvo de muitos catadores do crustáceo que invadiram o perímetro para vender caranguejo mais barato aos turistas que faziam o trajeto. Com certeza muita gente comprou e aos catadores fica a dica de que apareçam mais nas estradas para ver se os donos de restaurantes diminuem o preço do prato e divida o lucro com os catadores.
COM VINAGRETE, FAROFA...
Comer caranguejo é uma delícia, e melhor é poder ainda pegar é os maiores já que o crustáceo não tem lá tanta carne assim pra a gente comer. Pra isso só resolve se comprar as 'cordas' de caranguejo e mesmo fazê-las. Assim se gasta bem menos pelo crustáceo se for comprada direto do 'catador' e pode escolher os que você vai levar pra casa.
Já pra preparar a 'iguaria', talvez... deixe para outras pessoas. Os bichos são colocados vivos, e ao contrário do que seja o óbvio, eles não ficam agitados quando estão na água fervendo, ficam imóveis como se fosse de adivinhar. Sem contar o cheiro que é exalado quando no forno, cheguei à comparar com a preparação da "panelada", comida típica do nordeste que causa um cheiro ruim e tem uma teoria popular de que "quem faz a comida não suporta comer" ou, "só é bom comer na casa dos outros"... e que é, pura SUPERTIÇÃO, ... por que os que conheço que fazem comem do mesmo jeito.
O cineasta José Mojica Martins, ou como é conhecido por Zé do Caixão, foi contemplado por seu mais recente filme A Encarnação do Demônio estando entre os 10 melhores filmes de 2008.
Zé do Caixão é um dos grandes cineastas trash do terror brasileiro. Filmes com orçamentos apertados quase sempre foram seu aliado, e, mesmo assim conseguiu se destacar com seu filme em festivais internacionais, disputando com produções hollywoodianas.
Veja a lista dos melhores filmes de 2008.
1) SANGUE NEGRO (There will be blood), de Paul Thomas Anderson. Mineiro fracassado e seu filho, que sonham com a riqueza proporcionada pelo petróleo, chegam a uma pequena cidade e ficam ricos e poderosos, mas entram em conflito com o pastor. Obra sobre o empreendedorismo, o nascimento do capitalismo selvagem, é, também, uma reflexão singular acerca da personalidade de um homem (interpretação inexcedível de Daniel Day-Lewis) e confirma a força de Paul Thomas Anderson (Magnólia) como um dos mais expressivos realizadores do cinema contemporâneo. A fotografia de Robert Elswit é fator integrante da carga dramática.
2) ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO (Before the devil knows you're dead), de Sidney Lumet. Executivo viciado em drogas (Philip Seymour Hoffman), casado com uma bela e sensual mulher (Marisa Tomei), convence o irmão (Ethan Hawke) a roubar a joalheria dos pais (Albert Finney, Rosemary Harris). Mas, por acidente, um deles mata a própria mãe e, a partir disso, há a emergência de fatos novos não previstos no projeto. O veterano Lumet (Doze homens e uma sentença, O veredicto...) desenvolve uma narrativa carregada de pontos de vista e retrospectos a demonstrar, apesar dos anos (mais de 80), que a inventividade e o profissionalismo não têm idade.
3) A ESPIÃ (Zwartboek), de Paul Verhoeven. Depois de várias décadas em Hollywood (Robocop, o básico Instinto selvagem, O vingador do futubro...M), Verhoeven volta à sua Holanda natal e realiza, neste thirller surpreendente, um espetáculo no qual a ação está também a serviço da reflexão numa mise-en-scène de impacto. O esconderijo de uma cantora judia, a belíssima Carice van Houten (Rachel Stein/Ellis de Vries), em plena Segunda Guerra, é bombardeado e ela, então, decide entrar para a Resistência. Para espionar os oficiais nazistas, torna-se amante de um alto oficial alemão (Sebastian Bloch). Mas, na tentativa de resgatar camaradas, que dá errada, ela acaba acusada de traição pela Resistência e pelos nazistas.
4) ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (No country for old men), de Joel e Ethan Coen. Homem (Josh Brolin, que faz Bush no filme de Oliver Stone) encontra no deserto uma valise cheia de dinheiro ao lado de um traficante de drogas. Para recuperá-la, é enviado um assassino psicopata (Javier Bardem), que, para cumprir a sua missão, mata sem piedade e tem que enfrentar o xerife local (Tommy Lee Jones). A produção de sentidos, aqui, faz-se através dos silêncios, dos ruídos, dos gestos e dos olhares. Cinema de altíssima qualidade narrativa. Neste mesmo ano, há, também, um outro filme dos Irmãos Coen: Queime depois de ler (Burn after reading), comédia de humor negro que suaviza a densidade deste eleito.
5) UMA GAROTA DIVIDIDA EM DOIS (La fille couppée en deux), de Claude Chabrol. Realizador francês prolixo, que fez parte da geração Nouvelle Vague ao lado de Truffaut, Godard, Rohmer, entre outros, pode ser considerado o mais técnico de todos eles pelo rigor que empresta à sua mise-en-scène, embora com uma filmografia irregular. Escritor (François Berléand) tem um caso com uma jovem (Ludivine Sagnier) que trabalha em televisão e, apaixonado por ela, de repente, vê-se a disputá-la com outro mais jovem e milionário (Benoît Magimel). Nesta obra de importância inusitada, respira-se cinema por todos os poros.
6) O ESCAFANDRO E A BORBOLETA (Le scaphandre et le Papillon), de Julian Schnabel. Baseado no livro de Jean Dominique Bauby, o filme, que poderia ter descambado para um dramalhão, graças, porém, à sensibilidade de Schnabel, revela-se um relato emocionante e agônico. È a maneira pela qual o realizador trata o tema que o valoriza. Tudo é visto a partir do ponto de vista do personagem principal, um jornalista (Mathieu Almaric) que, aos 43 anos, sofre um derrame cerebral que o paralisa, ficando apenas com o seu olho esquerdo. E vê o mundo a partir deste. E tem, com ele, de recriar o universo através da imaginação.
7) SENHORES DO CRIME (Eastern promises), de David Cronenberg. Cineasta canadense que se caracterizou pelo bizarro de seus temas (Gêmeos, mórbida semelhança, Monsieur Butterfly, A mosca...), nos últimos filmes, porém, tem se concentrado no estudo da violência humana. Neste Eastem promises, aborda a problemática de um homem bom que precisa, para sobreviver, fingir-se pleno de maldade. Após uma jovem morrer durante um parto, uma parteira (Naomi Watts) decide avisar a sua família, mas, na procura da identidade da falecida, entra num apavorante universo do crime e do tráfico sexual londrino.
8) O NEVOEIRO (The mist), de Frank Darabont. Violenta tempestade cai sobre a cidade de Maine e pai e filho, temerosos da possibilidade do esgotamento de gêneros alimentícios, correm para um supermercado. Um estranho nevoeiro, no entanto, impede que eles saiam. Mas há um fator sobrenatural que provoca uma situação de sufoco e de desespero. Darabont (Um sonho de liberdade) se revela um grande realizador, principalmente na criação da atmosfera, do clima asfixiante, e tudo, neste filme, se faz por procedimentos absolutamente cinematográficos. Obra estranha e perturbadora. Baseada em livro de Stephen King.
9) O GANGSTER (American gangster), de Ridley Scott. Homem (Denzel Washington) aproveita a morte de seu líder e mentor para assumir o controle do tráfico de drogas em Nova York na década de 60. Tudo vai às mil maravilhas até que um implacável detetive (Russell Crowe) resolve detê-lo. É o conflito entre as duas personalidades que parece interessar mais a Scott (Blade Runner, Thelma & Louise...), diretor que se caracteriza por uma carreira cheia de altos e baixos, mas que, quando tem em mãos um bom roteiro sabe, como poucos, mapeá-lo cinematograficamente. Trata-se, aqui, de um thriller eletrizante.
10) A ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO, de José Mojica Marins. O melhor filme nacional do ano. Aprisionado pela burocracia da captação de recursos e pelo empenho realista, o cinema brasileiro está a precisar do delírio imaginativo. Marins, ainda que não promova a estupefação de seus dois primeiros filmes com Zé do Caixão, promove, no entanto, com esta obra estranha e delirante, a fascinação de um universo de imaginação e idealismo. Preso durante 40 anos, Zé do Caixão volta à liberdade e se surpreende com a realidade dos dias atuais. Sempre à procura, no entanto, da mulher ideal capaz de dar à luz a seu filho.
Ativistas do PETA (ONG de proteção animal) vestidos de homens das carvernas protestam em frente a loja de Giorgio Armani em Sydney, na Austrália. No cartaz se lê "Armani, saia da idade da pedra"
Jornal O Estado de São Paulo premiou as melhores fotos do concurso lançado para fotógrafos do próprio jornal, ou seja, uma premiação interna. Algumas fotos me chamaram atenção, veja os vencedores.
Primeiro Lugar: "O Vôo da Maurren" - Fotos: Jonne Roriz/AE
Comentário do Jonne Roriz:
A foto premiada foi pra capa do jornal. Dentro, deram uma sequência de imagens. Eu disparei essa câmera por controle remoto.
Um lado da caixa de areia era permitido pra as câmeras remotas dos fotógrafos mortais e do outro, só os fotógrafos do pool. Cheguei com antecedência e não gostei do enquadramento do lado permitido, até porque, eu sabia o lado que a Maurrem ia cair, assim ela ia ficar de costas pra cena, fora que estávamos muito longe da caixa de areia.
Então, um pouco antes da prova começar, viabilizei a colocação da câmera do lado oposto ao permitido. Eu sabia que estava caindo muita areia naquele pedaço e que a minha câmera ia sofrer um pouco, não esperava tanto...
Nós podemos colocar as câmeras no começo da prova e só podemos retirá-las no fim, então teria que ser um sofrimento que valesse a pena. A Maurrem era a segunda atleta a saltar, então resolvi arriscar e deixar a câmera o mais perto possível. Eu também estava acreditando no potencial dela, a menina estava tão focada e vindo de um processo de vitórias.
Se a Maurrem não tivesse batido o recorde naquele primeiro salto, eu ia ficar sem a câmera e sem a foto, porque depois do salto de umas três atletas a lente ia ficar totalmente suja.
Bom, o resultado foi que ferrei uma Canon Mark ll e uma 14mm. Fiquei sem trabalhar com os equipamentos e deixei consertando no escritório da Canon montado no MPC (Media Press Center) durante os jogos. Mas em compensação, consegui fazer uma foto diferente pro dia, do momento do salto.
Tive sorte, eu sei disso, mas a vida é feita de riscos!
Segundo Lugar: "Cadê o rio?" - Foto: Patrícia Santos/AE
Patrícia Santos captou com extrema sensibilidade e visão jornalística a poluição no Rio Tietê quando produzia fotos para a revista Mega Metrópoles, publicada pelo Estadão em 2008.
Desde o dia 18(quinta), o Museu do Piauí está recebendo a exposição fotográfica Impressões Visuais e ficará até o dia 11 de janeiro pois percorre todo o Brasil para comemorar os 50 anos da Comissão Fulbright no país. A exposição é composta por 126 fotogrfias que narra grandes momentos vividos pelo Brasil e os Estados Unidos e as semelhança entre as duas nações.
Por meio desta mostra, os espectadores poderão resgatar a momentos dos dois países nos últimos 50 anos, como por exemplo, às quedas dos presidentes Nixon e Collor; o Movimento das Diretas no Brasil; o Movimento dos Direitos Civis nos EUA; a conquista do Tri Campeonato de Futebol, Martin Luther King, o assassinato de John Kennedy; o golpe militar de 1964; etc. " Assim, esta exposição busca evidenciar as convergências e as divergências destas duas complexas sociedades, em diversas dimensões.
A exposição está sendo realizada pela Fundac (Fundação Cultural do Piauí), e tem a curadoria de João Kulcsár.
PS: As fotos tão sem os devidos créditos pois algumas eram de autores desconhecidos.